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nevalisca
shelter
O mal do século é a solidão. Cada um de nós imerso em sua própria arrogância, esperando por um pouco de afeição.
O problema é que eu sou doida. Mas uma doida com reações de gente normal. Fico com um puta mau humor se não durmo o suficiente. Sofro com términos, isso vai de ciclo com pessoas a incessante curiosidade escondida no fim de um livro ou daquela série fantástica. Tenho a leve impressão que estou incomodando só em dizer um “bom dia” ou “se cuida”. Sei lá, vai que a pessoa não quer ter um dia bom ou cuidar de si… Mas eu juro, juro que se pudesse faria de todos os dias os melhores e daquele machucado o mais cuidado, mesmo que contra tua vontade. É, eu sei, às vezes a minha doideira extrapola.
Macielly.

“Sou escravo das minhas emoções.”

Lucas Martins. 

are we feeling the same?

Me lembro
de quando
éramos estranhos,
então, me diga
qual a diferença
do antes e
o agora?

mudar dói
mas não tanto
quanto ficar preso
em um lugar
que não é seu.

desejo que todos tenham, um dia, a oportunidade de sentir o amor genuíno. que chega sem ser percebido, traz afeto e vontade de ficar perto de forma pura, sem maldades nem cobranças. desejo a todos um amor que cure ao invés de ferir.

“Você sabe que vai ser sempre assim. Que essa queda não é a última.”

Caio Fernando Abreu  

eu tô muito só agora. tem pessoas no mundo que eu amo profundamente e vejo de longe prosperar. torço no meu silêncio pelo sucesso e qualquer raio da luz alheio me basta. eu nunca fui mesmo de cobrar presença. tem pessoas no mundo que me amam profundamente e que torcem por mim quando lembram de lembrar. e eu sou grata por qualquer vibração, ainda que distante, porque eu sei que cada dia que eu levanto e vivo é um alívio silencioso pra elas. é um pequeno presente cotidiano sobre o qual a gente nem sempre fala, mas eu sei que isso é amor e que quase sempre basta porque tem que bastar. eu nunca fui mesmo de cobrar presença e não vou começar agora, mas me sinto só nos dias normais quando ninguém tem tempo pra exercer amor do meu lado. quando ninguém me toca nas mãos, nos braços, na cintura. quando ninguém me conduz na direção da luz nos meus dias escuros. mesmo sabendo que o interruptor só funciona com a minha digital e ninguém pode me curar. mesmo sabendo que tem vias finas demais, onde so cabe uma pessoa por vez e eu tenho que atravessar só. eu sinto que cheguei na autoestrada e eu ligo o som e sorrio debaixo do sol e do céu, num conversível imaginário e eu não tenho agora com quem dividir a rotina da viagem. não tem ninguém pra me abrir o mapa e me guiar num looping toda vez que a gente se perder junto. eu tiro fotos e envio postais. eu sei das pessoas que vibram por mim à distância. vibro de volta, solitária e cansada. ninguém vigia a minha mala quando eu entro na cabine do banheiro do aeroporto. às vezes fica difícil ficar só. não porque eu precise muito de companhia e esteja disposta a cobrar, mas porque deixa de ser prático. eu tô muito só agora, mas eu nunca fui de cobrar presença. talvez eu mesma vá embora agora pra me admirar de longe prosperar antes que a solidão me enforque. talvez eu diga pra mim mesma que isso é amor. e talvez então baste porque tem que bastar.

A coisa que mais durou em minha vida foi esse tumblr